Você está triste, desesperado às vezes, e não encontra mais opções na sua vida — como a maioria dos brasileiros. O que você ainda não percebe é que esse estado não é uma exceção: ele tende a se repetir ao longo da vida, em diferentes intensidades, atingindo praticamente todos em algum momento. Ainda assim, quando você está dentro desse ciclo, a sensação é de isolamento absoluto.
Você não entende o que está acontecendo. Sente-se impotente, fraco, por vezes uma vítima das circunstâncias. E é exatamente nesse ponto que surge o risco real: você se torna uma presa fácil para os profetas do meio digital.
Eles identificam esse estado de vulnerabilidade quase cirurgicamente. Não se trata de acaso — trata-se de padrão. Existe uma lógica por trás disso: pessoas em crise buscam respostas rápidas, e quanto maior a dor, menor a tolerância para processos longos. É nesse intervalo que a promessa se torna irresistível.
Então acontece: você paga um dinheiro que muitas vezes não tem convencido de que está fazendo o certo. Afinal, na sua própria mente, você não está sendo enganado — você está buscando uma solução. Está tentando sair do lugar onde se encontra.
Mas há um ponto que precisa ser dito com clareza: na maioria dos casos, você não encontrará respostas concretas. Ao contrário, é comum sair com mais dúvidas do que entrou.
Isso ocorre porque grande parte do que esses indivíduos oferecem não é experiência consolidada, tampouco método estruturado. O que existe, na prática, é uma combinação de lógica superficial com uma oratória bem construída — e, em muitos casos, nem isso. Ainda assim, conseguem convencer milhares.
E isso não é um fenômeno isolado.
Contextualização e conexão com a literatura
Você pode se perguntar, com razão: o que tudo isso tem a ver com uma coluna em um site voltado à literatura de fantasia? A resposta é simples — e talvez incômoda. Esse tipo de comportamento não está restrito a um único setor. Ele se infiltra em praticamente todas as áreas onde existe desejo, ambição e, principalmente, incerteza, o meio literário não está imune a isso.
Existe hoje um número crescente de pessoas que se posicionam como especialistas em transformar escritores em autores de sucesso comercial. Prometem vendas consistentes, audiência fiel, posicionamento de marca e até reconhecimento no mercado editorial. Não se pode generalizar — há, sim, profissionais que entregam conhecimento válido, estratégias aplicáveis e experiência real. Ignorar isso seria desonesto.
No entanto, há também um grupo considerável que opera na superficialidade. E, muitas vezes, isso é perceptível. Falta lastro, falta resultado concreto, falta vivência no que se propõem a ensinar. Ainda assim, a narrativa é construída de forma convincente o suficiente para capturar quem está em busca de validação ou de um atalho.
Diferente de áreas como finanças, marketing agressivo ou desenvolvimento pessoal — onde esse tipo de prática já se encontra em um nível quase saturado —, o meio literário ainda apresenta um grau menor de exploração. Mas isso não significa ausência. Significa apenas que o processo está em estágios menos avançados.
E aqui existe um ponto relevante: escrever um livro, especialmente no campo da ficção, envolve uma carga emocional e simbólica muito mais profunda do que simplesmente “vender um produto”. O autor não está apenas tentando gerar renda — ele está tentando expressar algo íntimo, muitas vezes ligado à sua própria identidade.
Isso torna o escritor ainda mais suscetível a esse tipo de influência.
Porque, nesse caso, não se vende apenas um método de vendas. Vende-se a promessa de reconhecimento, de validação, de existência dentro de um espaço que parece, para muitos, inalcançável.
E quando o desejo se mistura com a insegurança, o terreno já está preparado.
Origem e leitura estrutural do fenômeno
Eu tenho uma hipótese sobre como esse tipo de dinâmica começou a ganhar forma. Não é uma análise definitiva, mas ajuda a entender a lógica estrutural por trás do fenômeno.
Antes do ambiente digital, esse mecanismo já existia — apenas operava em outro espaço: o religioso.
Em pequenos templos, especialmente nas periferias e regiões mais vulneráveis, havia algo genuíno: a fé de pessoas que realmente sofriam. Pessoas lidando com escassez, doença, conflitos familiares, falta de perspectiva. A fé, nesse contexto, funcionava como sustentação psicológica e emocional. Era, muitas vezes, o último recurso, e é exatamente aí que surge a distorção.
Onde existe dor concentrada e busca por solução, existe também oportunidade para exploração. Ao longo de décadas, certos indivíduos perceberam isso e passaram a estruturar discursos que não apenas acolhiam — mas direcionavam. Promessas começaram a substituir processos. Resultados passaram a ser apresentados como consequência direta de crença ou contribuição, o modelo se mostrou extremamente eficiente.
No Brasil, isso se potencializou ainda mais por um fator pragmático: a isenção fiscal de instituições religiosas. Isso permitiu que grandes volumes de dinheiro circulassem sem o mesmo nível de controle aplicado a outros setores. Misturam-se, nesse cenário, doações genuínas, contribuições motivadas por esperança e, em muitos casos, recursos de origem pouco clara.
O ponto aqui não é atacar a fé — seria uma leitura simplista. A fé, em sua essência, é uma das estruturas mais poderosas de sustentação humana. O problema surge quando ela é instrumentalizada.
E o que aconteceu, ao longo do tempo, foi a migração desse modelo.
A lógica permaneceu a mesma: identificar dor, oferecer narrativa, prometer transformação, o que mudou foi o meio.
Com o avanço da internet, essa estrutura saiu dos templos físicos e encontrou um ambiente muito mais escalável. O discurso deixou de depender de presença local e passou a alcançar milhares — depois milhões — com custo praticamente marginal.
A autoridade, antes construída por posição institucional, passou a ser construída por imagem, edição, repetição e percepção de sucesso.
É aqui que o fenômeno se moderniza. Não se trata mais apenas de crença espiritual. Trata-se de performance, posicionamento e persuasão em escala e a partir desse ponto, o terreno já estava preparado para a próxima fase.
O fenômeno Zyzz e a virada comportamental
É nesse ponto que ocorre uma inflexão relevante no comportamento coletivo, especialmente entre jovens. Surge o fenômeno associado a Aziz Shavershian — não como causa isolada, mas como catalisador de algo que já estava latente.
Entre 2013 e 2015, sobretudo no Brasil, observa-se uma mudança abrupta de padrão: a academia deixa de ser um espaço marginal e passa a ocupar um papel central na construção de identidade. O culto ao corpo, que antes era restrito a nichos específicos, se torna aspiracional em larga escala.
A pergunta que poucos fazem é direta: isso surgiu espontaneamente? A resposta é não.
O que houve foi a convergência de três fatores: exposição massiva a conteúdos digitais, construção de arquétipos aspiracionais e uma geração em busca de validação visível. Zyzz sintetiza esses três elementos de forma quase exemplar.
A trajetória dele é conhecida: um jovem inserido na cultura de jogos online — especialmente títulos como World of Warcraft — que decide transformar radicalmente o próprio corpo. Essa transformação não foi apenas física; foi narrativa. Ele constrói uma persona baseada em estética, confiança e pertencimento social.
O ponto central não é o corpo em si, mas o que ele representa: acesso a um novo status.
Festas, reconhecimento, círculo social ampliado — tudo isso passa a ser apresentado como consequência direta da transformação física. E isso, do ponto de vista psicológico, é extremamente poderoso. Não se vende apenas um resultado estético; vende-se uma mudança completa de posição dentro da hierarquia social.
A morte precoce de Zyzz intensifica ainda mais o fenômeno. Ele deixa de ser apenas uma referência e passa a ocupar um espaço simbólico mais profundo — quase mitológico. A narrativa se fecha de forma trágica, o que, paradoxalmente, reforça seu impacto cultural.
A partir daí, o efeito se expande.
Inicialmente concentrado entre homens jovens, o movimento rapidamente se estende para outros públicos, incluindo mulheres, adaptando-se a diferentes padrões estéticos, mas mantendo a lógica estrutural: transformação visível como meio de validação.
E aqui está o ponto crítico para o argumento central do texto: essa massa de pessoas, agora mobilizada por um desejo intenso de mudança — seja física, social ou financeira — cria o ambiente perfeito para a próxima camada de exploração.
A demanda já existia. Faltava apenas quem se posicionasse para atendê-la.
E foi exatamente isso que aconteceu em seguida.
A profissionalização dos “gurus” e a lógica de escala
Com essa nova massa de pessoas mobilizadas — todas buscando algum tipo de evolução concreta — surge um movimento previsível: a ocupação desse espaço por indivíduos que se apresentam como guias do processo.
Os “profetas digitais” passam, então, a operar de forma mais estruturada.
Eles percebem rapidamente que existe um mercado pouco explorado e altamente disposto a consumir soluções. Pessoas querem melhorar desempenho na academia, nos estudos, nas finanças, nos relacionamentos. Querem sair de onde estão — e, de preferência, rápido. Esse é o ponto-chave: velocidade, e onde há urgência, há espaço para promessa.
Inicialmente, esses indivíduos se posicionam como referências em áreas específicas: treino, disciplina, produtividade, investimentos. O discurso ainda carrega uma aparência de especialização. Mas, com o tempo, ocorre uma expansão natural, a figura evolui.
De especialista, passam a “mentores”. De mentores, a “coaches”. E, eventualmente, a algo mais abstrato: uma autoridade generalista capaz de orientar qualquer aspecto da vida.
Esse movimento não é acidental — é estratégico.
Quanto mais amplo o escopo, maior o mercado. E quanto maior o mercado, maior o potencial de escala. O conteúdo deixa de ser apenas informativo e passa a ser um produto. E, como todo produto, precisa de embalagem, narrativa e distribuição eficiente.
É aqui que entram dois elementos fundamentais: oratória e produção de imagem.
Não é necessário domínio técnico profundo para gerar percepção de autoridade. É necessário comunicar bem e parecer legítimo. Cenários bem construídos, edição profissional, linguagem confiante e repetição consistente criam uma sensação de credibilidade suficiente para sustentar a venda.
E, a partir desse ponto, o modelo se torna altamente lucrativo.
Por volta de 2020, muitos desses agentes já operavam com faturamentos milionários. Parte disso vem da própria escala digital — mas uma parte relevante vem da reinversão constante em marketing. O dinheiro gerado é utilizado para amplificar a própria imagem, criando um ciclo de validação contínua.
Em outras palavras: a percepção de sucesso passa a alimentar o próprio sucesso.
Com o tempo, ocorre um fenômeno curioso. Alguns desses indivíduos, que inicialmente vendiam uma promessa inflada, acabam de fato acumulando riqueza real. Não necessariamente pelo domínio do conteúdo que ensinam, mas pela eficiência com que vendem.
A “ilusão”, em certo sentido, se concretiza — mas não pelos motivos que foram apresentados no início.
Paralelamente, surge também um grupo legítimo. Pessoas que realmente possuem conhecimento aplicável e intenção de ensinar algo sólido. No entanto, esse grupo enfrenta um problema estrutural: a verdade raramente compete, em termos de apelo, com a promessa de atalho.
Porque a verdade exige tempo, consistência e tolerância ao erro.
E a maioria não está buscando isso.
O tráfego pago como exceção funcional dentro do ruído
No meio desse cenário saturado de promessas e narrativas infladas, surge um elemento que, de fato, apresentou valor concreto: o tráfego pago.
Diferente de muitas outras áreas exploradas pelos chamados gurus, o tráfego pago não depende exclusivamente de percepção ou retórica. Ele opera sobre uma base técnica mensurável. Há investimento, há retorno, há métrica. Funciona — desde que executado com algum nível de competência.
Os primeiros agentes que começaram a ensinar esse tipo de estratégia, por volta de 2015–2016, estavam, em muitos casos, à frente do mercado. Não porque dominavam uma “fórmula secreta”, mas porque entenderam antes dos outros como explorar o alcance das plataformas digitais de forma escalável.
E aqui está o ponto: eles não estavam vendendo apenas narrativa — estavam vendendo uma ferramenta.
Plataformas como Facebook e Google já ofereciam sistemas robustos de segmentação e distribuição de anúncios. O que esses primeiros vendedores fizeram foi traduzir esse mecanismo em algo acessível para quem não dominava marketing digital.
Para quem aplicou corretamente, os resultados vieram.
Muitas pessoas, nesse período, conseguiram gerar renda significativa utilizando essas estratégias. Pequenos negócios ganharam escala, infoprodutos passaram a alcançar públicos massivos e o ambiente digital se tornou ainda mais competitivo.
Mas esse avanço técnico teve um efeito colateral direto.
O tráfego pago não apenas gerou riqueza para quem aplicava — ele também potencializou os próprios gurus. Com mais alcance, suas promessas passaram a atingir volumes muito maiores de pessoas. O custo de aquisição de clientes caiu, enquanto o retorno aumentou.
Ou seja: a ferramenta legítima acabou fortalecendo também os discursos menos consistentes.
Com o tempo, o próprio ensino de tráfego pago começou a seguir o mesmo caminho de outras áreas. O que antes era diferencial técnico passou a ser embalado como promessa simplificada. Estratégias que exigiam análise, teste e adaptação passaram a ser vendidas como modelos replicáveis quase automáticos.
E, novamente, a complexidade foi reduzida a uma narrativa consumível.
Ainda assim, é importante manter a precisão: o tráfego pago continua sendo uma das poucas áreas dentro desse ecossistema que possui base real, aplicabilidade concreta e potencial legítimo de retorno, o problema nunca foi a ferramenta. O problema é, como sempre, a forma como ela é apresentada — e para quem.
O ponto central: o que realmente está sendo vendido
Chegamos, então, ao ponto mais importante de toda essa trajetória. Independentemente do meio — religioso ou digital —, existe uma constante que precisa ser observada com precisão: o que, de fato, está sendo vendido?
A resposta mais honesta é menos técnica do que parece.
Não se vende, na maioria dos casos, um método infalível. Não se vende um sistema comprovado que, aplicado corretamente, levará inevitavelmente a um resultado específico. O que se vende é outra coisa: uma experiência simbólica de transformação.
Isso inclui o conteúdo, o ambiente, a linguagem, a estética e, principalmente, a sensação de pertencimento a algo maior. Mesmo em produtos extremamente caros — como imersões presenciais, mentorias exclusivas ou encontros em locais isolados —, o valor percebido está muito mais ligado à experiência do que ao conteúdo em si.
E isso não significa que não exista ganho.
Há pessoas que, ao participar dessas experiências, de fato mudam algo em suas vidas. Mas essa mudança raramente ocorre por absorção direta de conhecimento técnico. Ela ocorre por um deslocamento interno: motivação momentânea, sensação de clareza, reorganização de prioridades.
Em outras palavras, trata-se mais de um gatilho psicológico do que de um método estruturado.
Existe também um ciclo curioso dentro desse ecossistema. Muitos dos que consomem esses conteúdos acabam, em algum momento, reproduzindo o mesmo modelo. Aprendem a vender — e passam a vender o próprio ato de vender.
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À primeira vista, parece uma contradição. Mas, do ponto de vista de mercado, é uma progressão lógica. Se o principal ativo é a narrativa, então ensinar a construir narrativa se torna, por si só, um produto.
O problema não está necessariamente na existência desse modelo, mas na forma como ele é percebido por quem entra. A promessa implícita quase sempre envolve uma linha direta entre consumo e resultado. E essa linha, na prática, não existe.
O que existe é probabilidade, contexto, execução — e, muitas vezes, sorte.
Ainda assim, esse tipo de estrutura continua funcionando por um motivo simples: ela dialoga diretamente com o desejo humano por aceleração. As pessoas não querem apenas chegar a algum lugar — querem chegar mais rápido do que o processo normalmente permitiria.
E é exatamente nesse ponto que a narrativa se sustenta.
Projeção futura: a próxima geração de “profetas”
Se a lógica se mantém — e tudo indica que sim —, a pergunta final não é se esse modelo continuará existindo, mas como ele irá se apresentar daqui para frente, os sinais já estão claros.
A próxima camada dessa estrutura tende a se apoiar em algo que começa com “I” e termina com “A”: inteligência artificial.
O discurso provavelmente seguirá o mesmo padrão, apenas com uma nova roupagem. Em vez do “método exclusivo” baseado em experiência pessoal, surgirá a promessa de sistemas automatizados, decisões orientadas por dados e operações que funcionam sem intervenção humana direta.
A narrativa será sofisticada, mas a base permanece: eficiência, escala e, principalmente, a ideia de que existe um caminho mais curto.
Você verá — e já começa a ver — figuras afirmando operar negócios altamente lucrativos com estruturas mínimas. Empresas que faturam milhões com poucos ou nenhum funcionário. Processos automatizados, alimentados por algoritmos, que supostamente eliminam erro humano e aceleram resultados.
E, como sempre, haverá um ponto de entrada: um curso, uma assinatura, um acesso restrito.
Mas existe uma variação relevante nesse próximo estágio.
A “autoridade” pode deixar de ser humana.
Não é difícil projetar um cenário em que a própria figura que vende o método seja, em algum nível, artificial. Avatares, vozes sintéticas, personalidades construídas digitalmente — tudo isso já é tecnicamente viável e, em muitos casos, indistinguível para o público médio, nesse contexto, a relação muda.
Você não estará mais lidando com alguém que afirma ter vivido uma trajetória específica, mas com um sistema que simula conhecimento e entrega respostas sob demanda. Isso pode aumentar ainda mais a sensação de precisão e confiabilidade — mesmo quando a base continua sendo superficial.
Algo semelhante já ocorre em nichos como o mercado financeiro, com promessas de robôs de investimento que operam automaticamente. A tendência é que esse modelo se expanda para praticamente todas as áreas: negócios, produtividade, criação de conteúdo, desenvolvimento pessoal.
E aqui está o ponto crítico: quanto mais sofisticada a interface, mais difícil se torna distinguir substância de apresentação.
No limite, o que irá ser vendido continuará sendo o mesmo elemento central de todo esse texto: uma resposta rápida para uma angústia legítima.
A tecnologia apenas tornará essa entrega mais convincente.
Para concluir, a questão não é eliminar completamente esse tipo de conteúdo — isso seria inviável. A questão é desenvolver critério. Entender que nem tudo o que parece estruturado é sólido, e que nem toda promessa de aceleração respeita a complexidade real dos processos.
Porque, no fim, a lógica permanece inalterada.
Mudam os rostos, mudam as ferramentas, muda o discurso.
Mas a dinâmica é a mesma: alguém oferecendo sentido imediato para alguém que está tentando sair de um estado de incerteza.
E isso, inevitavelmente, continuará existindo — inclusive dentro da literatura.
Com uma diferença importante: no meio artístico, o impacto tende a ser menor, mas não inexistente. Ainda assim, o princípio é o mesmo — e, uma vez compreendido, torna-se mais fácil não ser absorvido por ele.